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Silent Hill: crítica do novo filme da série de terror

O diretor Christopher Gans retorna à franquia Silent Hill com “Return to Silent Hill”, um novo filme que se passa na famosa cidade fantasma, 20 anos após o lançamento do primeiro filme. O original, que estreou em 2006, é baseado em um popular jogo de vídeo game, mas nunca se tornou um clássico no gênero de terror, recebendo apenas uma sequência em 2012, que passou quase despercebida. A nova produção busca dar continuidade à história, desta vez tendo como base o jogo “Silent Hill 2”.

A trama gira em torno de James, interpretado por Jeremy Irvine, que se vê atraído de volta à sombria Silent Hill após um encontro inesperado com Mary, vivida por Hannah Emily Anderson. Apesar de o relacionamento entre os dois ser mostrado em flashbacks, a conexão que os une parece um tanto superficial, já que o filme não desenvolve bem o motivo dessa atração instantânea e inexplicável. James, um pintor que pode trabalhar em qualquer lugar, acaba se mudando para a peculiar cidade de Mary, o que levanta algumas questionamentos sobre as motivações dela para permanecer no lugar.

Enquanto James e Mary se envolvem, o filme revela que um evento trágico separou o casal. James recebe uma carta misteriosa que o leva a acreditar que Mary está em Silent Hill. Mesmo diante de sinais que indicam o perigo da cidade, James se recusa a desistir e começa sua busca. Ao chegar, ele encontra uma cidade desolada, coberta de cinzas e com poucos habitantes. Mesmo quando um homem perturbado adverte que a cidade é “um grande cemitério”, James mantém sua determinação.

A abordagem de Gans, que tende a mostrar um protagonista que não se amedronta facilmente, pode tornar a narrativa desafiadora. Apesar de sua obsessão por Mary, há momentos em que James parece ignorar as evidências que estão diante dele, como quando encontra outra mulher que se parece com Mary. Os flashbacks, que contam a história do relacionamento deles, criam uma expectativa de mistério, mas conforme avança, o filme se torna mais uma jornada de James pela paisagem bizarra do filme, encontrando cenas grotescas e criaturas estranhas.

Embora “Return to Silent Hill” traga algumas imagens impactantes, como criaturas que parecem uma mistura de ratos e alienígenas do filme “Alien”, as conexões emocionais e a construção da narrativa não são tão eficazes. A falta de uma base sólida para o que ocorreu no passado faz com que a trama pareça mais uma ilusão do que uma experiência de terror real. Gans parece estar preso em um ciclo, como se tivesse perdido a chance de trazer um novo frescor à história, deixando um questionamento se mais uma tentativa será feita em 20 anos.

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