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Resultados do 2º trimestre: previsões para gigantes da bolsa –

O segundo trimestre de 2025 tem sido desafiador para os investidores da bolsa de valores. Diversos fatores impactaram a cena, como tarifas comerciais impostas por Donald Trump, um conflito de 12 dias entre Israel e Irã, e no Brasil, a controvérsia em torno do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A temporada de divulgação de resultados, que começa nesta terça-feira (22), revelará como as empresas listadas na bolsa se saíram durante esse período turbulento.

Analistas estão projetando resultados mistos. Espera-se que as empresas exportadoras, que têm grande peso no índice Ibovespa, sejam particularmente observadas. A expectativa geral é de números modestos, influenciados pela queda de 10% do dólar no Brasil nos primeiros seis meses do ano.

Entre as gigantes do mercado, a Vale e a Petrobras estão no centro das atenções. No caso da Vale, o mercado projeta resultados inferiores em comparação ao primeiro trimestre de 2025. A queda no preço do minério de ferro e a desvalorização do câmbio devem pressionar os lucros da mineradora. A XP Investimentos estima um EBITDA de R$ 3,2 bilhões, uma queda de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido da Vale deve ser de R$ 1,4 bilhão, uma diminuição de 47% em relação aos R$ 2,7 bilhões do ano passado.

Apesar disso, os analistas acreditam que a Vale terá um desempenho operacional positivo, prevendo um aumento de 12 milhões de toneladas na produção de minério de ferro em comparação ao início do ano, quando as chuvas dificultaram a extração.

Para a Petrobras, a situação também é complexa. A empresa enfrentou forte volatilidade nos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio, que inicialmente elevou os preços, mas depois recuou para níveis abaixo de US$ 70 por barril. A produção da Petrobras diminuiu no segundo trimestre, e o mercado espera resultados moderados, sem grande evolução nos lucros em comparação ao primeiro trimestre.

Outro ponto de atenção é o pagamento de dividendos. Recentemente, foi anunciado que os dividendos extraordinários que foram prometidos não devem ocorrer no curto prazo, sendo esperados apenas no terceiro trimestre.

Na área de celulose, empresas como Suzano e Klabin devem ter uma performance notável. Apesar da queda dos preços da celulose, Suzano deve transformar um prejuízo de R$ 3,7 bilhões no segundo trimestre de 2024 em um lucro de R$ 5 bilhões este ano, graças ao aumento da produção e redução de custos. A Klabin também deve apresentar um crescimento no EBITDA, embora em um ritmo mais moderado.

No setor de proteínas, os frigoríficos, que foram destaque em 2025, agora enfrentam desafios. A Seara e a JBS devem reportar resultados fracos devido à queda de receita e pressão sobre os preços, em parte provocada pela redução das exportações de frango. Por outro lado, a Minerva pode ter um desempenho superior, já que os preços do boi estão em alta.

Na indústria, empresas como WEG e Embraer também devem apresentar desafios. A WEG deve ver uma queda na produção devido a tarifas comerciais, enquanto a Embraer pode ter um desempenho melhor, com um portfólio robusto de pedidos.

No setor bancário, o Banco do Brasil traz expectativas negativas, com um prevê um lucro líquido 51% inferior ao do ano passado. Enquanto isso, o Bradesco deve apresentar uma recuperação de 28% em seus lucros, sustentado pelo segmento de seguridade.

Por fim, no setor de energia, empresas como Eletrobras e Copel devem se beneficiar de um ambiente de menos chuvas e temperaturas mais altas, favorecendo a geração e distribuição de energia. No varejo, marcas de moda como Vivara e C&A devem mostrar um bom desempenho, ajudadas pela sazonalidade de vendas.

As expectativas para a temporada de resultados são variadas e refletem as diferentes realidades enfrentadas pelas empresas em meio a um cenário econômico desafiador.

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