Por que a indústria de exportação da China se mantém forte, mesmo com tarifas dos EUA –
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As exportações da China para os Estados Unidos enfrentaram uma queda significativa, resultado das tarifas elevadas implementadas durante a administração do ex-presidente Donald Trump. No entanto, a China parece não estar sofrendo tanto quanto se esperava. A demanda de outros mercados ajudou a aliviar os impactos negativos das tarifas norte-americanas.
Em maio, as exportações da China para os EUA caíram quase 35% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, após anúncios de tarifas. Apesar dessa queda, as exportações totais da China tiveram um crescimento de cerca de 5% no mesmo mês, impulsionadas por um aumento nos negócios com outros países. Em junho, o cenário foi um pouco diferente, com uma redução de 16% nas exportações para os EUA, mesmo diante de uma trégua comercial entre os dois países.
No primeiro semestre de 2023, as exportações da China para o mundo aumentaram 5,9% em relação ao ano anterior, contrariando as previsões de uma desaceleração geral. Esse crescimento se deveu principalmente ao aumento nas transações comerciais com países do Sudeste Asiático, União Europeia, América Latina e Índia. Essa tendência foi observada por diferentes analistas, que destacaram a resiliência das exportações chinesas, facilitada pela capacidade dos exportadores de redirecionar suas vendas.
Embora as exportações da China para os EUA tenham diminuído em US$ 25,7 bilhões, esse valor foi compensado pelo aumento das vendas a outros países, resultando em um crescimento total de 5,9% em relação ao ano passado.
Os produtos de alta tecnologia têm desempenhado um papel crucial nesse crescimento. As exportações de semicondutores, baterias de lítio, veículos elétricos e peças de máquinas apresentaram um crescimento de dois dígitos no primeiro semestre, com uma parte considerável dessas vendas direcionada a compradores fora dos Estados Unidos.
As exportações de automóveis da China aumentaram 8,1% em relação ao ano anterior no primeiro semestre. Enquanto apenas 2,1% das exportações de automóveis da China foram destinadas aos EUA, 14,6% foram enviadas à União Europeia. Apesar das altas tarifas na União Europeia, as vendas de automóveis para o bloco caíram apenas 5,2%, com quedas mais significativas observadas na Bélgica e na Alemanha, enquanto as exportações para Itália e Espanha aumentaram.
Essa diversificação nas exportações está ajudando a compensar perdas em categorias tradicionais, como brinquedos, móveis e calçados, que foram fortemente afetadas pelas tarifas e são mais facilmente substituídas por fornecedores alternativos.
Os analistas projetam uma moderação no crescimento da China no segundo semestre deste ano, especialmente à medida que os efeitos de remessas iniciais para países de transbordo diminuem. Contudo, as exportações continuarão a ser um importante motor de crescimento, o que pode ajudar o país a atingir sua meta de crescimento de cerca de 5% para 2023. A expectativa é de que, enquanto houver crescimento global estável e demanda forte, as exportações chinesas podem continuar a se expandir, dada sua competitividade e as dificuldades para os impostos bilaterais reduzirem os fluxos comerciais.



