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X de Elon Musk proíbe Comissão Europeia de anunciar após multa de €120 mi

O Twitter, agora chamado de X, bloqueou a Comissão Europeia de fazer anúncios na sua plataforma. Essa decisão ocorreu poucos dias após a empresa receber uma multa de 120 milhões de euros por conta de seu sistema de verificação de contas com o selo azul.

Nikita Bier, um executivo do X, acusou a Comissão Europeia de tentar aproveitar uma brecha no sistema de publicidade da rede social para promover uma mensagem sobre a multa recebida. Ele declarou que a Comissão parecia achar que as regras não se aplicavam a ela e informou que a conta de anúncios da Comissão foi encerrada.

Por outro lado, um porta-voz da Comissão disse que a entidade sempre utiliza as redes sociais de boa-fé. A multa que o X recebeu foi a primeira até agora sob a nova legislação chamada Digital Services Act da União Europeia.

A comissão justificou a penalidade ao afirmar que o sistema de verificação de contas era “deceptivo”, uma vez que não havia uma verificação significativa dos usuários. Essa enganação poderia expor os usuários a fraudes e manipulação, principalmente por parte de pessoas mal-intencionadas.

Além disso, a Comissão alegou que o X não estava sendo transparente em suas publicidades e que não estava permitindo o acesso a dados públicos para pesquisadores. A empresa teve um prazo de 60 dias para responder às preocupações sobre o uso dos selos de verificação, sob a ameaça de enfrentar penalidades adicionais.

Após a multa, Elon Musk fez uma postagem em que sugeriu que a União Europeia deveria ser abolida e compartilhou uma resposta de outro usuário do X comparando a Comissão a regimes fascistas. Nos Estados Unidos, o Secretário de Estado, Marco Rubio, e a Comissão Federal de Comunicações criticaram a Comissão Europeia, acusando-a de censurar empresas americanas e afirmando que isso não seria tolerado.

O conflito começou quando Bier acusou a Comissão de utilizar uma conta rara para explorar uma falha no sistema de anúncios. Ele afirmou que havia publicado um link enganoso que fazia os usuários acreditarem que era um vídeo, com a intenção de aumentar artificialmente seu alcance. Ele também mencionou que essa falha tinha sido corrigida.

As contas de anúncios no X são usadas por empresas para criar e gerenciar campanhas publicitárias pagas, diferenciando-as dos perfis comuns dos usuários. Em resposta às acusações, a Comissão Europeia afirmou que apenas estava utilizando as ferramentas disponíveis para as contas corporativas, esperando que essas fossem compatíveis com as regras e regulamentos da plataforma.

Esse não é o primeiro desentendimento entre o X e reguladores globais. Em 2024, o Supremo Tribunal do Brasil havia suspenso uma proibição contra o X após a empresa aceitar pagar 28 milhões de reais, além de bloquear contas que disseminavam desinformação. No ano anterior, a Autoridade de Segurança na Internet da Austrália havia multado a empresa em 610 mil dólares australianos por não colaborar com uma investigação sobre práticas de proteção às crianças.

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