Trump critica BRICS após operação da PF contra Bolsonaro –
Na última sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez críticas ao bloco BRICS durante uma cerimônia na Casa Branca, onde assinou a Lei GENIUS. Esta lei estabelece novas diretrizes para o uso de criptomoedas, especialmente as stablecoins, que são criptomoedas atreladas a ativos seguros, como o dólar americano. Durante seu discurso, Trump enfatizou a importância do fortalecimento da moeda americana e se referiu ao BRICS de forma desdenhosa, chamando-o de “grupinho”.
Recentemente, durante uma cúpula do BRICS, Trump havia ameaçado impor tarifas adicionais de 10% sobre os países que se alinhassem ao que ele chamou de “política antiamericana do BRICS”. Este grupo é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em sua fala, Trump ressaltou que o dólar deve se manter forte e insinuou que os países membros do BRICS estavam tentando desafiar a sua dominância.
Além de descartar o bloco, Trump afirmou que seus esforços para pressionar o BRICS tinham como objetivo garantir o status do dólar como uma moeda de reserva global por gerações. Ele alertou que qualquer tentativa de desestabilizar o dólar seria respondida severamente, afirmando que o grupo não deveria durar muito tempo e que eles não teriam sucesso.
Essas declarações de Trump ocorrem em um momento de crise nas relações entre os Estados Unidos e o Brasil, especialmente em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que recentemente passou a usar tornozeleira eletrônica como parte de um processo judicial. O presidente americano frequentemente defendeu Bolsonaro, chamando os processos judiciais contra ele de “caça às bruxas”. A lei recém-aprovada por Trump visa, segundo ele, aumentar a demanda por títulos do Tesouro americano e reduzir as taxas de juros.
Recentemente, a polícia federal brasileira realizou uma operação que envolveu busca e apreensão em diversos locais relacionados a Jair Bolsonaro, o ex-presidente que está sendo investigado por sua conduta durante o período no cargo. A investigação cita a tentativa de influenciar questões políticas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, com a alegação de que as tarifas impostas por Trump visavam criar uma crise econômica no Brasil para pressionar o sistema judicial do país.
Além disso, a decisão que fundamentou a operação da Polícia Federal incluiu menções à atuação de Bolsonaro e de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, que, segundo a denúncia, buscavam apoio em práticas que poderiam comprometer a democracia e interferir nas investigações judiciais em andamento. Essa conexão entre as ações de Trump e os eventos no Brasil está sendo analisada neste contexto de crise política.



