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Todos os detalhes sobre os protestos da Global Sumud Flotilla

Recentemente, várias cidades italianas estão se preparando para manifestações e protestos, especialmente em resposta a um bloqueio iminente. Os sindicatos Cgil e Usb convocaram uma paralisação geral que ocorrerá entre os dias 1 e 6 de outubro, visando aumentar a pressão sobre as autoridades. O Ministério do Interior italiano determinou que, nesse período, os policiais não poderão tirar folgas ou licenças, com o objetivo de manter a ordem pública durante as manifestações ligadas à Global Sumud Flotilla, que já se encontra nas águas de Gaza e já foi abordada por militares israelenses.

Após os confrontos urbanos de 22 de setembro em Milão, as autoridades enfatizaram a necessidade de garantir a liberdade de expressão, mas também de evitar a violência nas manifestações. Em Roma, está sendo organizado um grande cortejo que começará em Porta San Paolo e seguirá até San Giovanni. Estima-se que cerca de vinte mil pessoas possam participar do evento, mas a expectativa é de que o número real seja ainda maior. O chefe da polícia de Roma, Roberto Massucci, anunciou que haverá um grande reforço na segurança para garantir a tranquilidade do evento, com a coleta de informações sobre os manifestantes que se deslocam para a capital.

Antes da manifestação programada para o sábado, as autoridades terão que lidar com as manifestações que provavelmente acontecerão devido ao bloqueio da Flotilla pela IDF (Forças de Defesa de Israel). O sindicato Cgil já proclamou uma greve nacional que contará com a adesão da Usb, enquanto o grupo Sì Cobas está em greve nos dias 2 e 3 de outubro. Há um clima de preocupação em relação a ações espontâneas que podem resultar em bloqueios em infraestrutura de transporte. O grupo de jovens palestinos, que está entre os organizadores do cortejo em Roma, também convocou uma greve para sexta-feira, 3 de outubro, enquanto universidades se tornam pontos de mobilização.

Estudantes de diversas instituições se mobilizaram. Na tarde anterior, durante um protesto da Sapienza a favor da causa palestina, foram usados petardos, fumaça e tinta contra o reitorado. Com o lema “bloquear tudo”, os alunos ocuparam a Faculdade de Ciências Políticas. Também houve ocupações em escolas, como os colégios Cavour e Socrate, e em Napoli, a Universidade Federico II foi tomada. Em Livorno, trabalhadores portuários se manifestaram contra a chegada do navio israelense Zim Virginia. O prefeito da cidade determinou que o navio deixasse o porto para evitar problemas.

Além disso, está em andamento um acampamento permanente em Praça dos Cinquecento, próximo à estátua de Karol Wojtyla, em apoio a Gaza. Estão previstas várias ações de protesto. No dia seguinte a um suposto ataque, haverá uma conferência de imprensa convocada pelo GMTG no Parlamento e uma manifestação das 18h30, saindo do Coliseu em direção à Pirâmide. A ideia é mobilizar diferentes grupos em apoio ao povo palestino e anunciar detalhes sobre a adesão à greve geral. O foco estará na unidade das ações, com uma concentração de esforços em Praça dos Cinquecento, buscando gerar um impacto significativo em nível nacional.

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