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Portugal entrega remédios contra intoxicação por metanol no Brasil

O governo de Portugal anunciou, no dia 7 de novembro, a doação de um primeiro lote de medicamentos ao Brasil, destinado ao tratamento de vítimas de intoxicação por metanol. Esta ajuda foi enviada após um pedido formal do Ministério da Saúde brasileiro.

O material enviado consiste em ampolas de fomepizol injetável, um antídoto que é utilizado para tratar a intoxicação por metanol, uma substância que pode causar sérias complicações e até a morte. A quantidade exata de medicamentos doados não foi divulgada.

O embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, ressaltou que o país foi o primeiro a responder ao pedido de auxílio do governo brasileiro. Essa atitude demonstra a colaboração entre as nações em momentos críticos.

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um edital com o objetivo de encontrar fabricantes e distribuidores internacionais de fomepizol, que deve ser fornecido em ampolas de 1,5 ml e com uma concentração de 1.000 mg/ml. O fato de o medicamento não ter registro sanitário no Brasil exigiu que procurassem fornecedores no exterior para atender à demanda emergencial do Sistema Único de Saúde (SUS).

No dia 5 de novembro, a Anvisa autorizou a importação de 2,6 mil frascos de fomepizol por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Desses, 100 foram doados e 2,5 mil foram adquiridos pelo Ministério da Saúde.

A doação envolveu várias entidades portuguesas, incluindo os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Saúde, a Secretaria-Geral do Ministério da Saúde, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) e o Instituto Camões.

Até a data do anúncio, o Brasil registrou 217 notificações de possíveis casos de intoxicação por metanol, a maioria após o consumo de bebidas. Dentre esses casos, 17 foram confirmados e 200 seguem em investigação. O estado de São Paulo concentra cerca de 80% das notificações, mas outros 12 estados também relataram ocorrências. Os estados da Bahia, Distrito Federal e Mato Grosso, por sua vez, já descartaram casos que estavam sendo analisados.

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