Análise e resumo do filme Vicious (2025)
Bryan Bertino, conhecido por seu trabalho em filmes de terror, incluindo “The Strangers”, voltou a dirigir com seu novo filme “Vicious”, após o sucesso “The Dark and the Wicked”. Lançado em 2020, “The Dark and the Wicked” foi bem recebido por abordar temas como trauma e luto de forma impactante. Em “Vicious”, Bertino também explora a mente e os desafios emocionais da protagonista, mas a execução deixa a desejar.
A história gira em torno de Polly, interpretada por Dakota Fanning, uma mulher de 32 anos que enfrenta problemas pessoais graves. Ela vive sozinha em uma casa grande que parece, à primeira vista, carregar um clima sombrio. Em uma noite solitária, Polly atende a porta para uma mulher idosa que afirma estar perdida. Após uma conversa amistosa, a atmosfera muda drasticamente quando a mulher revela que Polly irá morrer naquela noite.
A velha senhora traz consigo uma caixa misteriosa que contém um ampulheta e orienta Polly a colocar dentro dela três objetos: algo que ela odeia, algo que precisa e algo que ama. Assim que a mulher sai, a vida de Polly se transforma em um pesadelo. A caixa parece ser acompanhada de forças malignas que a guiam durante a noite, com comunicações estranhas, incluindo chamadas do falecido pai de Polly e de uma pessoa dizendo ser sua mãe.
Ao longo do filme, a narrativa se depara com a dificuldade de Polly em definir o que realmente precisa colocar na caixa. Através de uma série de eventos confusos, a trama começa a abordar questões de autoagressão e tornam-se claras as lutas emocionais da personagem, que, na sua solidão, se vê limitada a pensar em sua sobrinha como sua única fonte de felicidade.
Apesar da premissa interessante, o roteiro carece de desenvolvimento. A película parece ser mais uma exibição de sustos e barulhos altos do que uma exploração profunda do sofrimento de Polly. Bertino, como diretor, ainda apresenta habilidade com a câmera, capturando bem a atuação emocional de Fanning, mas a tensão que caracteriza seus trabalhos anteriores não se sustenta em “Vicious”, que se perde entre sustos superficiais e um design sonoro excessivo.
Além disso, o filme deixa muitas perguntas sem resposta e termina de maneira que provoca mais confusão do que clareza sobre os eventos mostrados. A falta de uma conclusão satisfatória faz com que o público se pergunte sobre o real significado da história. A estreia de “Vicious” está marcada para o dia 10 de outubro na plataforma de streaming Paramount+.
