Marco Rubio visita Israel enquanto IDF destrói mais prédios em Gaza
Israel vive um momento de intensificação das hostilidades na Faixa de Gaza, com ataques aéreos afetando intensamente a população civil. O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as relações entre os Estados Unidos e Israel estão em seu ponto mais forte, enfatizando sua durabilidade ao visitar o Muro das Lamentações em Jerusalém. Suas declarações ocorrem em meio à visita do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que chegou a Israel para discutir a situação no Gaza, especialmente após os ataques israelenses a membros do Hamas no Qatar.
Rubio destacou que o presidente dos EUA, Donald Trump, estava insatisfeito com os ataques, mas frisou que a relação entre os países continua sendo forte. O ataque aéreo israelense em Doha, onde membros do Hamas estavam discutindo uma proposta de cessar-fogo com os EUA, gerou críticas de Doha, que chamou a ação de covarde e uma violação da lei internacional. Netanyahu, por sua vez, defendeu os ataques como justificáveis, alegando que visavam líderes do Hamas responsáveis por ataques anteriores.
Atualmente, cerca de 48 reféns israelenses, sendo 20 deles acreditados como vivos, estão em cativeiro no Gaza. As famílias exigem que Netanyahu tome medidas para garantir a libertação deles, apontando-o como um obstáculo para um possível acordo de paz. Um grupo que representa essas famílias de reféns acusou o Primeiro-Ministro de sabotar acordos em momentos críticos.
A situação humanitária em Gaza tornou-se desesperadora. A ONU alertou que a intensificação da ofensiva militar em uma região já assolada pela fome poderá resultar em uma catástrofe maior para os civis. Até o momento, Israel realizou mais de cinco ondas de bombardeios em Gaza, destruindo 30 prédios residenciais, segundo autoridades locais.
Os moradores de Gaza City foram orientados a evacuar para o sul, mas muitos enfrentam dificuldades financeiras para deixar a área ou não se sentem seguros, já que Israel também lançou ataques no sul da Gaza. Um morador deslocado relatou que devido à intensificação do bombardeio, mais de 20 famílias ficaram sem abrigo e não sabem para onde ir.
No último domingo, o ministério da saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, anunciou que 68 corpos foram recebidos em hospitais devido aos ataques israelenses. Desde que a fome foi declarada na região em agosto, o ministério contabilizou mortes relacionadas à desnutrição. A disparidade entre os números da saúde de Gaza e os dados fornecidos por Israel quanto a mortes por desnutrição levanta preocupações sobre a crise humanitária em andamento. Desde o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro, mais de 64 mil pessoas já foram mortas em Gaza, de acordo com informações do ministério.



