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Isak Férriz: a importância de mirar para o topo da pirâmide social

Madrid – A Netflix lançou uma nova série de suspense intitulada Ciudad de Sombras, que marca a última atuação da atriz Verónica Echegui. A série, dirigida por Jorge Torregrossa, retrata as contradições de Barcelona, uma cidade que, ao buscar o progresso, deixou muitas pessoas para trás. Isak Férriz é um dos protagonistas, interpretando Milo, um Mosso D’Esquadra que carrega traumas pessoais e um forte senso de justiça social.

A série é adaptada do livro El verdugo de Gaudí, o primeiro da saga de Milo Malart, escrito por Aro Sáinz de la Maza. Este gênero de adaptações literárias já fez sucesso anteriormente com obras de autores como Javier Castillo e Juan Gómez Jurado, trazendo histórias cativantes para a tela.

Na narrativa de Ciudad de Sombras, a cidade de Barcelona é mais do que um simples cenário; ela se torna um personagem essencial na trama. O enredo se desenvolve em locais icônicos, incluindo os famosos edifícios de Gaudí. A trama explora como os criminosos tentam manchar a imagem turística e idealizada da cidade.

Isak Férriz destacou que a série aborda questões importantes, como o impacto do progresso nas comunidades locais, lembrando que a Barcelona antes dos Jogos Olímpicos passou por extensas mudanças urbanísticas, que beneficiaram alguns em detrimento de muitos. Ele ressaltou que a série traz à luz a desigualdade social que pode surgir em grandes projetos de desenvolvimento urbano.

Além de imagens de arquivo que mostram a evolução da cidade, Ciudad de Sombras também reflete sobre o turismo intenso e os novos desafios que as cidades enfrentam atualmente. A situação do mercado imobiliário e o aumento dos preços são temas relevantes, já que muitos jovens não conseguem mais arcar com o custo da habitação. Isso é um problema que não está restrito a Barcelona, mas afeta grandes cidades em todo o mundo.

A preparação para o papel de Milo exigiu um mergulho profundo nas histórias e traumas do personagem. Isak enfatizou o diálogo aberto com o diretor, que permitiu uma colaboração fluida durante a produção. Ele se esforçou para ser fiel à essência do protagonista, que enfrenta questões de classe social e busca sempre ascender em uma estrutura social desigual.

Verónica Echegui, que interpreta Rebeca na série, trouxe uma contribuição significativa para o desenvolvimento do projeto, segundo Isak. A série é um projeto emocionante que promete envolver o público e refletir sobre questões contemporâneas importantes, convidando os espectadores a pensar sobre o futuro das cidades.

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