Irmão de Suzane von Richthofen comenta sobre a irmã
Andreas von Richthofen, irmão de Suzane von Richthofen, fez um depoimento impactante durante o julgamento dos autores dos assassinatos de seus pais, Manfred e Marísia, ocorridos em 2002. As declarações de Andreas foram apresentadas em julho de 2006 e destacaram o rompimento definitivo entre ele e Suzane, que foi condenada pelo crime.
Ele expressou em suas falas que não acreditava no arrependimento da irmã e afirmou que nunca a perdoaria. Durante cerca de três horas de depoimento, Andreas falou sobre o relacionamento conturbado com Suzane, revelando que ela o chantageou emocionalmente em diversas ocasiões. Ele também contestou a declaração de que abriria mão da herança familiar, que estava avaliada em cerca de R$ 2 milhões. Segundo ele, durante o processo de partilha, Suzane exigiu a contagem de todos os bens da família, incluindo “talheres, louças e móveis”.
Um ponto crucial no depoimento foi a afirmação de que Suzane não parecia estar sob efeito de drogas na noite do crime, além de confirmar que a arma utilizada estava escondida dentro de um urso de pelúcia pertencente a ela. Essa foi a primeira vez que Andreas falou publicamente sobre a tragédia familiar.
Na época dos assassinatos, Andreas tinha apenas 16 anos e era próximo tanto de Suzane quanto de Daniel Cravinhos, namorado dela, que o teria introduzido ao uso de maconha. Ele começou a perder o contato com Suzane à medida que compreendia melhor a gravidade do crime. Apesar de ter visitado a irmã várias vezes no presídio, o relacionamento se desgastou com o passar dos anos.
Outro momento marcante de seu testemunho foi quando Andreas mencionou um bilhete que escreveu em 2003, no qual parecia apoiar Suzane. Ele afirmou que a mensagem foi escrita sob pressão emocional. Nele, ele expressava saudade e se opunha ao processo que tentava excluir Suzane da herança.
O distanciamento entre os irmãos aumentou ao longo do tempo. Andreas revelou que Suzane tentava contatá-lo e até rondava a casa de seu tio, Miguel Abdalla. Em relação à sua irmã, ele comentou: “Dizem que ela é psicopata. Não sei. Mas de uma pessoa assim a gente pode esperar qualquer coisa.”
O depoimento de Andreas voltou a gerar interesse público após o lançamento da série “Tremembé”, que misturou ficção e realidade ao abordar a vida de prisioneiros notórios, incluindo Suzane. Ao finalizar seu depoimento, Andreas expressou a vontade de não se encontrar com os réus, pedindo ao juiz que isso não ocorresse.
