Mercados caem após relatório de empregos fraco e tarifas de Trump –
Na manhã de sexta-feira, o mercado financeiro reagiu de forma intensa após a divulgação do relatório de empregos de julho nos Estados Unidos. As vendas de títulos públicos, conhecidos como Treasuries, mostraram uma recuperação significativa. Investidores começaram a considerar que o Federal Reserve, banco central americano, poderia reduzir a taxa de juros pelo menos duas vezes ainda este ano, uma mudança nas expectativas, já que na reunião anterior do FOMC, o presidente do Fed, Jay Powell, havia minimizado a necessidade de cortes nas taxas.
A taxa de rendimento dos títulos de 2 anos caiu mais de 17 pontos base, alcançando 3,78%. Já os títulos de 10 anos registraram uma queda de quase 10 pontos, chegando a 4,27%. Dados do CME Group indicaram que as chances de um corte nas taxas em setembro saltaram para 75% depois do relatório de empregos.
O relatório de julho revelou que a economia americana acrescentou apenas 73.000 novos postos de trabalho no mês passado. Além disso, revisões nos dados de maio e junho mostraram que mais de 250.000 empregos a menos foram criados do que o relatado anteriormente. Antes da divulgação desse relatório, as probabilidades de um corte nas taxas em setembro eram apenas de 37%.
Na quarta-feira anterior à divulgação dos dados de empregos, dois membros do conselho do Federal Reserve, Chris Waller e Michelle Bowman, manifestaram sua discordância em relação à decisão de manter as taxas de juros inalteradas. Ambos expressaram a opinião de que o mercado de trabalho americano não está tão forte quanto os dados recentes sugerem e que, diante de uma possível mudança no mercado de trabalho, essa alteração poderia ocorrer de forma rápida. Essa foi a primeira vez desde 1993 que dois membros do conselho votaram contra uma decisão de política monetária na mesma reunião.
Na mesma manhã em que os números de empregos foram anunciados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou que o conselho do Fed deveria “ASSUMIR O CONTROLE” em resposta às críticas que faz a Powell, que defende a manutenção das taxas de juros nos níveis atuais.



