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Flamengo e Palmeiras superam crise e alcançam protagonismo

Ricos, estruturados e finalistas da CONMEBOL Libertadores, Palmeiras e Flamengo se destacam no futebol brasileiro e sul-americano. A decisão da competição acontece neste sábado, 29 de outubro, às 18h, no Estádio Monumental em Lima, Peru, com transmissão ao vivo pelo Disney+.

Essa realidade, no entanto, era muito diferente há 12 anos, em 2013. Na época, ambos os clubes enfrentavam sérios problemas financeiros e administrativos. Atrasos salariais, dívidas elevadas e pouca infraestrutura eram comuns no dia a dia de Palmeiras e Flamengo. A situação era tão crítica que, para gerenciar os clubes, foram eleitos presidentes ainda desconhecidos do grande público: Paulo Nobre, pelo Palmeiras, e Eduardo Bandeira de Mello, pelo Flamengo.

No cenário do Palmeiras, Nobre assumiu um clube repleto de dificuldades, incluindo o rebaixamento para a segunda divisão e a falta de recursos até para pagar contas básicas, como a de luz. Já Bandeira de Mello encontrou um Flamengo atolado em dívidas, o que levou a equipe a devolver jogadores importantes, como Vagner Love, ao CSKA devido a impossibilidades financeiras.

Para os torcedores, alcançar o nível em que os clubes estão hoje parecia um sonho distante. Contudo, com um trabalho árduo de reestruturação, Palmeiras e Flamengo conseguiram se recuperar.

Em depoimentos, ex-dirigentes dos clubes detalharam a gravidade da situação enfrentada em 2013. Eduardo Bandeira de Mello mencionou que a dívida do Flamengo na época era cerca de R$ 800 milhões, enquanto seu faturamento era pouco superior a R$ 200 milhões. A situação do Palmeiras era semelhante, com uma gestão arcaica e falta de credibilidade no mercado.

Luciano Paciello, que era CFO do Palmeiras na época, relatou que o clube operava de maneira retrógrada, o que dificultava as operações. A falta de respeito e credibilidade era um problema sério, pois nem mesmo as dívidas poderiam ser renegociadas diante da má imagem que os clubes apresentavam.

A reconstrução começou em 2013. O Flamengo conquistou a Copa do Brasil logo no primeiro ano da gestão de Bandeira, enquanto o Palmeiras retornou à primeira divisão. Ambos os clubes passaram por um período rigoroso de contenção de gastos, priorizando a resolução das dívidas. Em 2015, já era visível a mudança para melhores condições.

A parceria do Palmeiras com a Crefisa foi um marco, permitindo contratações que elevaram o nível do time, como Dudu e Zé Roberto, que foram importantes na conquista da Copa do Brasil no mesmo ano. Em 2016, o clube faturou o Campeonato Brasileiro. Por outro lado, o Flamengo começou a atrair jogadores de peso, como Paolo Guerrero em 2015 e Diego Ribas em 2016, que ajudaram a formar um elenco vitorioso.

Bandeira destacou o impacto da gestão e o “sacrifício” necessário para transformar o Flamengo em um clube competitivo. Ele mencionou que, a partir de 2015, as dívidas deixaram de ser um problema. Na visão dele, esse esforço, aliado a uma administração eficiente, elevou o clube a um novo patamar.

Agora, Palmeiras e Flamengo se preparam para se enfrentar na final da Libertadores, um marco que reflete o esforço e a dedicação de suas gestões nos últimos anos. O vencedor deste confronto se tornará o primeiro tetracampeão brasileiro da competição.

A final da CONMEBOL Libertadores entre Palmeiras e Flamengo está marcada para hoje, 29 de outubro, às 18h, e será transmitida pelo Disney+.

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