CSN registra queda de 42% em prejuízo no 2º trimestre –
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou uma redução de 41,7% em seu prejuízo líquido no segundo trimestre de 2023, alcançando R$ 130,4 milhões, em comparação ao mesmo período do ano anterior. A empresa atribui essa melhoria a fatores como a reversão de contingências e as operações de hedge relacionadas ao minério de ferro.
O resultado foi mais favorável do que o previsto por analistas, que esperavam um prejuízo de R$ 139,3 milhões, segundo as estimativas disponíveis.
A CSN também reportou um desempenho operacional, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, que ficou em R$ 2,64 bilhões entre abril e junho. Esse valor é praticamente estável em relação ao ano anterior, com uma leve diminuição de apenas 0,1%, e superou a expectativa média de R$ 2,54 bilhões.
A margem Ebitda ajustada da empresa teve uma leve expansão, passando de 23,2% para 23,5%.
No que diz respeito à receita líquida, a CSN registrou R$ 10,7 bilhões no segundo trimestre, um valor abaixo das expectativas, que indicavam uma receita de R$ 11,1 bilhões.
As vendas de aço da companhia caíram 9,9% em comparação ao segundo trimestre do ano passado, totalizando 1 milhão de toneladas. Esse declínio foi observado tanto no mercado externo, que teve uma queda de 19,2%, quanto no mercado interno, que teve uma diminuição de 6%.
A alavancagem financeira da empresa, que mede o grau de endividamento em relação ao faturamento, foi de 3,24 vezes, uma leve melhora em relação aos 3,36 vezes registrados no final de junho de 2024. Quando excluído o resultado da subsidiária de energia CEEE-G em razão de um “project finance” estruturado no início do ano, essa alavancagem cai para 3,20 vezes.
Além disso, a CSN informou que seu fluxo de caixa ajustado foi negativo em R$ 1,47 bilhão, devido ao aumento dos investimentos direcionados a projetos de expansão e ao impacto das elevadas despesas financeiras, especialmente pela alta taxa de juros que afeta suas dívidas.
Por fim, a empresa destacou que sua exposição cambial líquida acumulada foi de US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre, alinhada com sua estratégia de minimizar os riscos causados pela volatilidade cambial nos resultados financeiros.



