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Categoria defende direitos trabalhistas e rejeita pejotização

A 27ª Conferência Nacional dos Bancários começou neste sábado, com a aprovação do Regimento Interno e a apresentação da Consulta Nacional à categoria. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Juvandia Moreira, destacou que a Consulta é uma ferramenta de diálogo que busca identificar as prioridades da categoria para a Campanha Nacional. Neste ano, não haverá negociações formais, mas a consulta foi realizada para entender a situação atual do setor.

A amostra da Consulta, realizada entre 15 de maio e 11 de julho de 2025, contou com 33.482 respostas de trabalhadores de diversas instituições financeiras em todo o Brasil.

O levantamento revelou que a maioria dos bancários valoriza o emprego formal. Ao serem questionados sobre suas preferências de carreira, 67,3% escolheram ter um emprego com carteira assinada, seja em banco privado ou público. Apenas 9,2% expressaram interesse em se tornar autônomos ou abrir o próprio negócio. Juvandia enfatizou que, somando as respostas que indicam o desejo por emprego formal, 88,3% dos participantes valorizam a segurança dos direitos trabalhistas.

Em relação à distribuição dos lucros da inovação tecnológica nos bancos, 79% dos respondentes indicaram que preferem um aumento na remuneração fixa. Outras opções que tiveram apoio foram um aumento na remuneração variável (32%), garantia de emprego (29%) e redução da jornada de trabalho (20%).

Sobre o ambiente de trabalho, 85% dos bancários afirmaram que a pressão nos bancos impacta negativamente a saúde mental. Apenas 7% disseram que não sentem esse impacto.

A Consulta também abordou questões de políticas públicas que afetam a vida econômica dos trabalhadores. Quando perguntados sobre os principais gastos familiares, os respondentes destacaram o preço dos alimentos (75%), custos com saúde (40%) e despesas relacionadas ao consumo (35%) como os itens mais pesados no orçamento.

Outro tema discutido foi a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e descontos para quem recebe até R$ 7 mil. A maioria, 67%, considerou essa proposta muito importante, enquanto 23% a classificaram como importante. Apenas 6% acham que é pouco importante.

Os participantes também se manifestaram sobre a alíquota mínima de 10% de IR para a alta renda. Nesta pergunta, 75% concordaram, enquanto 14% discordaram e 11% não souberam responder.

Em relação à isenção do IR na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), 81% dos respondentes consideraram muito importante aumentar esse limite, que atualmente é de R$ 7.640,80 por ano. Esse aumento é visto como uma maneira de promover justiça tributária, já que os dividendos recebidos por acionistas não são taxados.

Quanto à desigualdade salarial entre homens e mulheres, 35% dos participantes reconheceram que existe desigualdade, mas apontaram que o banco está tomando medidas para resolver isso. Outros 17% afirmaram que a desigualdade é evidente e que não há ações do banco nesse sentido. Por outro lado, 48% acreditam que não há desigualdade.

A importância da Lei da Igualdade Salarial, sancionada pelo presidente Lula, foi ressaltada, especialmente após o Itaú promover um reajuste para três mil funcionárias a fim de se adequar à nova legislação.

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