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Bitcoin encerra setembro com leve alta de 4% apesar da volatilidade

O bitcoin (BTC) tem mostrado resistência em meio à volatilidade típica do mês de setembro e deve encerrar o mês com um ganho de aproximadamente 4%. Se essa tendência se confirmar, o desempenho do bitcoin será superado apenas pelo índice S&P 500 da bolsa de Nova York, que acumulou 3,73% em ganhos no mesmo período. O S&P 500 registrou recentemente altos históricos, impulsionado pelo anúncio de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos.

Mesmo diante da instabilidade, setembro é projetado como um dos meses mais positivos para o bitcoin nos últimos anos. Em agosto, a criptomoeda mais conhecida sofreu uma queda de 6,5% após uma alta de 8% em julho. Em termos de desempenho anual, o bitcoin apresenta uma valorização de 21,3%, destacando-se entre os ativos de maior risco com melhor desempenho em 2026, enquanto o S&P 500 subiu 13% no mesmo período.

Especialistas do setor ressaltam que, se os suportes atuais se mantiverem, o mercado pode retomar a busca pela faixa de US$ 115.000. A criptomoeda alcançou a marca de US$ 124.592 no dia 14 de agosto. Segundo Pablo Monti, um dos analistas do mercado, a possibilidade de uma nova tentativa para alcançar valores superiores depende da estabilidade em torno da faixa de US$ 111.000.

Guilherme Prado, gerente da Bitget, observa que o mercado de criptomoedas segue exibindo volatilidade e atualmente se encontra em uma fase de lateralização após o fenômeno conhecido como “Red September”. Ele explica que a pressão sobre os preços se deve à força do dólar e a incertezas regulatórias tanto nos Estados Unidos quanto na União Europeia, o que deixa investidores do varejo mais cautelosos. Em contrapartida, investidores institucionais continuam a fazer entradas seletivas, demonstrando uma confiança a longo prazo.

A situação é mais desafiadora para o ether (ETH), a segunda maior criptomoeda. O ether deve encerrar setembro com uma desvalorização de aproximadamente 7,2%, em grande parte por conta de liquidações em massa de posições longas. Analistas apontam que a moeda perdeu suportes importantes que estavam em US$ 4.200, estabelecendo uma nova resistência entre US$ 4.360 e US$ 4.550.

Pablo Monti destaca que o ethereum chega a um ponto crítico. Se não conseguir se sustentar na faixa de US$ 4.000, os riscos de uma nova desvalorização podem aumentar significativamente.

Na manhã, por volta das 10h40 (horário de Brasília), o bitcoin apresentava um aumento de 0,2% nas últimas 24 horas, sendo cotado a US$ 113.647, o que equivale a R$ 603.762. O ether subia 0,1%, alcançando US$ 4.168. Entre outras criptomoedas, o token XRP da Ripple tinha uma pequena queda de 0,6%, enquanto a Solana (SOL) teve uma alta de 0,4%, e o BNB, token da Binance Smart Chain, apresentava uma queda de 0,2%. O valor total do mercado de criptomoedas estava em torno de US$ 3,98 trilhões.

Analistas apontam que os investidores estão operando com maior cautela em setembro, ao contrário do mês anterior. Os ETFs de bitcoin e ethereum nos Estados Unidos, que são indicadores importantes do interesse dos investidores institucionais, mostraram um desempenho mais fraco na segunda metade do mês. Na primeira quinzena, entrou um capital considerável, superando US$ 1,3 bilhão em um único dia, mas nas últimas semanas, a tendência foi de saídas.

Apesar das flutuações em setembro, a analista Sarah Uska, do Bitybank, acredita que o cenário para o bitcoin ainda é encorajador, especialmente para quem tem uma visão de longo prazo. Ela ressalta que esses momentos de incerteza podem representar boas oportunidades, mas precisam ser acompanhados de perto, especialmente em relação a dados econômicos e sinais do mercado americano, que são cruciais para o futuro do mercado de criptomoedas.

Guilherme Prado, da Bitget, projeta uma valorização do bitcoin entre US$ 100 mil e US$ 130 mil, refletindo não apenas o aumento do interesse no mercado, mas também uma expectativa de maior clareza nas regras que regem o setor.

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