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Benin confirma falha em tentativa de golpe militar

No último domingo, dia 7, um grupo de soldados do Benin, na África Ocidental, anunciou que assumiu o controle do governo durante uma transmissão na televisão estatal do país. A declaração foi feita por pelo menos oito militares, que informaram que um comitê liderado pelo coronel Tigri Pascal havia se instaurado no poder. Os militares afirmaram que estavam dissolvendo as instituições do país, suspendendo a Constituição e fechando as fronteiras aéreas, terrestres e marítimas.

O ministro do Interior, Alassane Seidou, rapidamente respondeu pela mesma emissora, afirmando que um “pequeno grupo de soldados” tentava desestabilizar o país, mas que a situação estava sob controle e não havia risco iminente. Embora a televisão estatal tenha cortado o sinal em determinado momento, a presença militar se tornou mais evidente em Cotonou, a maior cidade do Benin. Moradores relataram a presença de tiros em várias áreas, principalmente nas proximidades da residência do presidente Patrice Talon.

A embaixada da França, que foi o colonizador do Benin, emitiu um comunicado em sua página no Facebook, recomendando que os cidadãos permanecessem em casa devido à situação de instabilidade.

Esse evento ocorre em um momento delicado, já que o Benin se prepara para uma eleição presidencial marcada para abril, que irá coincidir com o fim do mandato de Patrice Talon. O governo havia indicado o ministro das Finanças, Romuald Wadagni, como candidato, sendo este considerado um dos principais responsáveis pelas políticas econômicas do país, que buscam dar continuidade às reformas implementadas durante a administração atual.

A decisão de Talon de se afastar após dois mandatos é vista como incomum na região, donde muitos líderes buscam se perpetuar no poder. Essa situação é preocupante, especialmente considerando que o Benin já enfrentou uma série de crises políticas e golpes na África Ocidental e Central, somando nove tentativas de golpe desde 2020, incluindo um recente na Guiné-Bissau.

Antes do pronunciamento do ministro Seidou, o Ministro das Relações Exteriores, Olushegun Adjadi Bakari, havia declarado que ainda havia lealdade no Exército em relação ao governo e que forças estavam mobilizadas para restaurar a ordem. Ele ressaltou que o grupo de soldados insurgentes havia conseguido apenas controlar a televisão estatal temporariamente.

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